Por Visual News Noticias
O coronel da reserva Antônio Carlos Alves Correia, conhecido no YouTube como Carlos Alves, que se notabilizou nacionalmente depois de ofender a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Rosa Weber terá de utilizar tornozeleira eletrônica. A decisão é da 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
A PF também cumpriu mandado de busca e apreensão na residência dele e apreendeu computadores e celulares. Além disso, ele está proibido de andar armado e possuir arma em casa, de se deslocar à cidade de Brasília, e deve se manter a pelo menos de 5 quilômetros de distância de todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), do TSE e do ministro da Segurança Pública.
Segundo o JOTA apurou, desde a terça-feira (23/10) o TSE e Rosa Weber haviam sido informados de que haveria, ao longo da semana, uma ação na Justiça Federal do Rio de Janeiro para punir as falas do coronel da reserva, a pedido do comando do Exército.
O militar reformado pode responder pelos crimes de difamação, injúria, constrangimento ilegal, ameaça, além de crimes previstos na Lei de Segurança Nacional.
No vídeo, o coronel faz ameaças a Rosa e critica o fato de ela ter recebido representantes do PT que foram ao TSE cobrar providências acerca da ação movida contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL) porque ele teria se beneficiado de recursos de empresas que teriam comprado pacotes de mensagens para difamar o candidato adversário.
“Essa salafrária, essa corrupta, essa ministra corrupta e incompetente. Se ela fosse séria, patriótica e não devesse nada para ninguém, ela nem receberia essa cambada no TSE”, afirma Alves na gravação.
Em julho, o Ministério Público Militar havia encaminhado à Procuradoria-Geral da República pedido de providências contra o coronel da reserva Antônio Carlos Alves Correia por ofensas a autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário para apuração de eventuais crimes de competência da Justiça Federal.
Na quarta-feira (24/10), o coronel da reserva foi alvo de duras críticas de ministros do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral por um segundo vídeo, no qual ofende a ministra Rosa Weber, presidente da Corte Eleitoral, e integrantes dos tribunais superiores.
Este é um dos quatro inquéritos abertos para apurar ameaças a Rosa Weber. Dois outros se referem a e-mails enviados ao tribunal com ataques à Rosa e um terceiro ao caso de uma mulher que fez xingamentos à ministra em frente à Corte.
Luciano Pádua – Editor assistente
Matheus Teixeira – Repórter
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