Redação
Os familiares de Pedro Henrique Sales, de 21 anos, preso por suspeita de importunação sexual após se masturbar atrás de uma mulher na academia de um condomínio em Feira de Santana, podem responder judicialmente por acobertamento.
Segundo a delegada Lorena Almeida, titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) do município, informou para a TV Subaé, a polícia tem informações de que os parentes teriam facilitado a fuga dele e acobertado o paradeiro. Os fatos estão sendo apurados pela corporação.
Pedro Henrique foi preso na noite de sexta-feira (24), em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, cinco dias após o crime. Ele estava escondido em uma casa em obras e foi localizado após investigações conduzidas pela Deam. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Criminal e de Crimes Contra a Criança e o Adolescente da Comarca de Feira de Santana.
De acordo com a delegada, as investigações começaram logo após o registro da ocorrência para reunir provas da materialidade e da autoria do crime, além de localizar o suspeito, que deixou o condomínio após o episódio.
"Iniciamos a investigação imediatamente após o registro dos fatos e passamos a colher provas tanto da materialidade e autoria quanto também da localização desse indivíduo, que desde o momento em que praticou o crime evadiu do local e o seu paradeiro era incerto", disse.
A Polícia Civil informou que Pedro Henrique tentou fugir novamente quando foi encontrado. Conforme a corporação, ele correu em direção a uma área de matagal ao lado do imóvel onde estava escondido, lançou escombros contra os policiais e resistiu à prisão.
"Ele vinha demonstrando desde o primeiro momento a intenção de não responder criminalmente pelo ato praticado. Quando foi encontrado, tentou fugir por uma área de matagal ao lado do imóvel abandonado onde estava. Chegou a atirar escombros na direção dos policiais com o objetivo de escapar e, mesmo após ser alcançado, continuou resistindo à prisão", afirmou Lorena Almeida.
Segundo a delegada, a tentativa de fuga e a resistência à prisão são fatores que podem ser considerados para a manutenção da prisão preventiva. Ela acrescentou que familiares e a defesa foram informados de que, caso o investigado tivesse se apresentado espontaneamente à polícia, a situação jurídica poderia ter sido diferente.
"Foi esclarecido desde o primeiro momento para familiares e para a defesa que, caso ele viesse a se apresentar na unidade policial, não subsistiriam motivos para a manutenção da prisão dele. Ainda que o fato tenha sido chocante e tenha gerado grande repercussão social, o clamor popular não é requisito para a prisão. Mas o ato de fugir e tentar se evadir do distrito da culpa é motivo para a manutenção da prisão", explicou.
Vítima só percebeu crime porque estava gravando treino por Reprodução
Na sexta-feira (24), os moradores do condomínio onde o caso aconteceu aprovaram, em assembleia realizada de forma remota, a expulsão de Pedro Henrique do residencial.
Segundo a administração do condomínio, a maioria dos condôminos votou pela exclusão do morador e autorizou o ajuizamento da ação judicial necessária para efetivar a medida.
O caso ocorreu no último domingo (19). A vítima fazia exercícios na academia do condomínio quando o estudante foi flagrado se masturbando enquanto a observava. A mulher só percebeu o crime ao revisar um vídeo gravado durante o treino, já que costuma produzir conteúdo para as redes sociais.
Pedro Henrique permanece preso preventivamente. Em depoimento, exerceu o direito de permanecer em silêncio. As investigações seguem sob responsabilidade da Deam de Feira de Santana e tramitam sob segredo de Justiça.
Correio 24h
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