Simões Filho reafirma protagonismo histórico ao receber o Fogo Simbólico da Independência da Bahia
Município sediou o encontro das chamas do Recôncavo Oeste e do Recôncavo Norte antes da chegada do Fogo Simbólico ao Panteão de Pirajá, em Salvador
Município sediou o encontro das chamas do Recôncavo Oeste e do Recôncavo Norte antes da chegada do Fogo Simbólico ao Panteão de Pirajá, em Salvador
Redação
A história da Independência da Bahia voltou a passar por Simões Filho. Na manhã desta quarta-feira (1º) a tradicional cerimônia de recepção do Fogo Simbólico, um dos mais importantes símbolos das comemorações do 2 de Julho, Data Magna do povo baiano.
Com o tema "Simões Filho, Luz da Independência", a solenidade reuniu autoridades civis e militares, representantes de instituições públicas, estudantes, forças de segurança, entidades cívicas e a população na Praça Noêmia Meirelles Ramos, em frente ao Pavilhão do Fogo Simbólico, consolidando o município como um dos principais pontos do roteiro cívico da Independência da Bahia.
Mais uma vez, Simões Filho foi palco do encontro dos Fogos Simbólicos do Recôncavo Oeste e do Recôncavo Norte, conduzidos pelas cidades de Candeias e Lauro de Freitas.
Após a cerimônia, a chama seguiu seu percurso rumo ao bairro de Pirajá, em Salvador, onde, tradicionalmente, ocorre o acendimento da pira do Panteão de Pirajá, marco que antecede as celebrações oficiais do 2 de Julho.
O encontro das tochas representa a união dos povos que participaram da luta pela Independência do Brasil na Bahia e simboliza a continuidade da memória daqueles que combateram pela liberdade do Estado em 1823.
O Fogo Simbólico percorreu aproximadamente 120 quilômetros, sendo conduzido por atletas desde a histórica cidade de Cachoeira, passando por Saubara, Santo Amaro, São Francisco do Conde, Candeias e Simões Filho, até seguir para Salvador.
O percurso revive o caminho histórico das tropas e das comunidades que participaram do movimento de resistência contra o domínio português, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações.
A solenidade foi conduzida pelo prefeito Devaldo Soares de Souza (Del), acompanhado da primeira-dama Marileide França, da vice-prefeita Simone Costa, vereadores, secretários municipais, representantes das Forças Armadas, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Guarda Civil Municipal, instituições civis e lideranças comunitárias.
Também prestigiaram o evento o prefeito de Candeias, Eriton Ramos, e o vice-prefeito de Lauro de Freitas, Mateus Reis, reforçando o caráter regional da cerimônia.
A programação foi marcada por diversos momentos de forte simbolismo:
O ato reuniu centenas de pessoas e reforçou valores como patriotismo, cidadania, respeito à história e valorização das tradições cívicas.
Durante seu pronunciamento, o prefeito Del destacou o orgulho de Simões Filho integrar um dos capítulos mais importantes da história baiana.
"A HISTÓRIA PASSOU POR AQUI! Hoje foi dia de celebrar a coragem do povo baiano, honrar a nossa história e manter viva uma tradição que atravessa gerações. É motivo de orgulho para Simões Filho ser o último município a receber o Fogo Simbólico antes da sua chegada a Salvador, reafirmando o nosso lugar em um dos capítulos mais importantes da Independência da Bahia. Viva o 2 de Julho!"
A declaração sintetizou o sentimento de pertencimento da população e o compromisso da gestão municipal com a preservação da memória histórica.
Após deixar Simões Filho, o Fogo Simbólico chegou ao Panteão de Pirajá, em Salvador, onde foi acesa a pira que marca oficialmente o início das celebrações da Independência da Bahia na capital.
A cerimônia contou com o hasteamento das bandeiras de Salvador, da Bahia e do Brasil, execução do Hino Nacional pela Banda de Música da Polícia Militar da Bahia e deposição de flores em homenagem ao General Pierre Labatut, um dos comandantes das tropas brasileiras durante a campanha da Independência.
A bandeira da Bahia foi hasteada pela vice-prefeita de Simões Filho, Simone Costa, simbolizando a participação do município nas celebrações estaduais.
Após o ato cívico, moradores e visitantes acompanharam apresentações culturais promovidas na recém-requalificada Praça General Labatut, fortalecendo a integração entre história, cultura e identidade popular.
Diferentemente do processo ocorrido em outras regiões do país, a Independência do Brasil somente foi consolidada na Bahia em 2 de julho de 1823, quando as tropas portuguesas deixaram definitivamente Salvador após intensos confrontos travados em diversas cidades do Recôncavo Baiano.
Por esse motivo, o 2 de Julho é considerado uma das datas mais importantes da história baiana, representando a verdadeira consolidação da Independência nacional.
O Fogo Simbólico, conduzido todos os anos pelos municípios históricos, tornou-se um dos maiores símbolos dessa conquista, mantendo viva a memória dos homens e mulheres que lutaram pela liberdade.
Ao sediar novamente o encontro dos Fogos Simbólicos, Simões Filho reafirma sua importância dentro do calendário oficial das comemorações da Independência da Bahia.
Mais do que um ponto de passagem, o município consolida-se como espaço de preservação da memória histórica, incentivo ao civismo e valorização das tradições que unem gerações em torno da identidade baiana.
A realização do evento demonstra o compromisso da administração municipal com a educação histórica, o fortalecimento da cidadania e a preservação dos símbolos que representam a liberdade conquistada pelo povo baiano há 203 anos.
Enquanto a chama segue iluminando o caminho até Salvador, permanece aceso também o sentimento de orgulho daqueles que compreendem que a Independência da Bahia continua sendo um patrimônio vivo da história do Brasil
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