Especialistas pedem cuidado na hora de negociar com cartões
Empreendedor precisa ficar atento a algumas coisas ao escolher a máquina de cartão
Empreendedor precisa ficar atento a algumas coisas ao escolher a máquina de cartão
O bar Cruz do Pascoal, do Seu Porfírio Amoedo, 84 anos, era parada obrigatória da juventude soteropolitana nos anos 1950. Depois de algumas décadas, o local continua frequentado, mas muitos estavam deixando a mesa antes mesmo de consumir. O motivo era simples: um cartaz dizia que ali, naquele boteco em pleno bairro do Santo Antônio, não se aceitava cartões e o pagamento só podia ser feito em espécie.
Vendo a clientela diminuir, o gerente do bar, Daniel Araújo, assumiu a missão de convencer o senhor tradicional a aderir à maquininha. “Para botar isso na cabeça dele foi uma onda, mas os clientes entravam e saíam rápido porque não aceitávamos o cartão”, relembra. Um mês depois de diversificarem a forma de pagamento, Daniel já vê a diferença. “Aumentou a clientela. Agora, quem chega, fica”.
Segundo Adriana Pereira, analista do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas na Bahia (Sebrae - Bahia), amolecer o coração do Seu Porfírio foi uma boa ideia. Isso porque aderir à maquineta traz vantagens, segundo ela. “Além de reduzir o risco de inadimplência, já que há a garantia do recebimento, ainda é possível ampliar o volume de vendas. Muitas pessoas preferem pagar quando recebem o salário e isso é possível com o cartão”, explica.
Na hora de o empreendedor escolher a máquina de cartão é preciso ficar atento a algumas coisas. A primeira é o tipo de serviço e o volume de venda previsto. “Se ele quer fazer entrega de marmita em domicílio, é interessante ter uma máquina móvel, mobile”, exemplifica Adriana. A analista do Sebrae acrescenta que existem muitas opções no mercado e na hora de contratar é preciso saber desde a bandeira até as taxas cobradas, para ver se elas estão de acordo com o negócio. “Em todo caso, é preciso pesquisar antes de comprar”, indica a especdialista.
O taxista da Alô Taxi David Gomes já utilizou a maquininha em outra empresa, onde a procura por pagamento em cartões era maior, mas cancelou o serviço há pouco. “A procura já não era igual e eu pagava um aluguel mensal de R$ 120, o que era inviável porque às vezes não chegava a fazer esse valor em corridas”, reclama. Hoje, ele não ignora a possibilidade de ampliar a clientela adepta dos cartões e já está planejando contratar um novo serviço, mais adaptado ao seu novo trabalho. “Agora vou fechar com uma que não tem mensalidade. Quero pagar por ela e pronto, é minha”, conta.
Atenção
Cobertura do chip: As maquininhas usam chip de celular. Na hora de fazer essa escolha, fique atento à cobertura no local do seu negócio. Caso seja uma máquina para uso móvel, decida pelo chip que tem a maior cobertura.
Limite de faturamento: Algumas credenciadoras têm mais de uma opção de máquina. Observe se aquela que você tem interesse possui algum limite de faturamento mensal. Nesse caso, veja se ela se adequa ao seu perfil e as taxas em casos de excedentes.
Confira o extrato: As máquinas são seguras, mas não abra mão de comparar o extrato de vendas com cartão com o seu controle diário. Assim você saberá se todas as vendas foram contabilizadas pela credenciadora.
Antecipação: Você precisa esperar para receber o seu dinheiro. Caso precise dele antes do prazo, terá que recorrer à antecipação de recebíveis. Porém, os tributos são altos. Cheque essa informação.
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