Por: Sérgio Ferreira
Dezembro
e janeiro prometem muita movimentação na Assembleia, mesmo virtual.
Tecnicamente, há série de decretos a serem votados e também a LDO. E politicamente
há eleição da mesa diretora, até 2 de janeiro.
Eis a
questão: em 2018, pelo acordo firmado, Nelson Leal, do PP de João Leão, ficaria
e depois passaria para Adolfo Menezes, do PSD de Otto Alencar. Agora, Nelson se
queixa intramuros de que herdou um déficit de R$ 170 milhões do hoje senador
Ângelo Coronel, também do PSD, e este ano veio a pandemia. Ou seja, só cumpriu
tabela.
Nessa, o
melhor dos mundos para ele seria se o TSE aprovasse a tese da reeleição para a
Câmara e Senado. Não deu. Agora, ele teria que aprovar a toque de caixa uma
emenda constitucional reabilitando a reeleição, o que depende de 38 votos.
Dizem na Alba que ele até tem isso, mas com o aval de Rui Costa.
Na mesa —
Embora o
PP de Leão queira permanecer no comando da Alba, Rui Costa tem dito que é
contra, tanto pelo princípio da reeleição, como para o cumprimento do acordo
feito em 2018.
De
qualquer forma, Rui Costa estará no olho do centro decisório, até porque 2022
está chegando, ACM Neto é um adversário competitivo e adoraria ver um racha na
base governista.
Os aliados de Otto e Leão sinalizam que tudo será resolvido no diálogo. Ninguém quer briga neste momento. Só Neto ganharia.
Fonte: Levi Vasconcelos
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