E como fica a Alba após o TSE barrar reeleições?

Por Sérgio Ferreira 08/12/2020 - 17:21 hs

Por: Sérgio Ferreira

Dezembro e janeiro prometem muita movimentação na Assembleia, mesmo virtual. Tecnicamente, há série de decretos a serem votados e também a LDO. E politicamente há eleição da mesa diretora, até 2 de janeiro.

Eis a questão: em 2018, pelo acordo firmado, Nelson Leal, do PP de João Leão, ficaria e depois passaria para Adolfo Menezes, do PSD de Otto Alencar. Agora, Nelson se queixa intramuros de que herdou um déficit de R$ 170 milhões do hoje senador Ângelo Coronel, também do PSD, e este ano veio a pandemia. Ou seja, só cumpriu tabela.

Nessa, o melhor dos mundos para ele seria se o TSE aprovasse a tese da reeleição para a Câmara e Senado. Não deu. Agora, ele teria que aprovar a toque de caixa uma emenda constitucional reabilitando a reeleição, o que depende de 38 votos. Dizem na Alba que ele até tem isso, mas com o aval de Rui Costa.

Na mesa — Embora o PP de Leão queira permanecer no comando da Alba, Rui Costa tem dito que é contra, tanto pelo princípio da reeleição, como para o cumprimento do acordo feito em 2018.

De qualquer forma, Rui Costa estará no olho do centro decisório, até porque 2022 está chegando, ACM Neto é um adversário competitivo e adoraria ver um racha na base governista.

Os aliados de Otto e Leão sinalizam que tudo será resolvido no diálogo. Ninguém quer briga neste momento. Só Neto ganharia.

Fonte: Levi Vasconcelos