SIMÕES FILHO: Reunião conturbada sobre implantação do Aterro Sanitário da empresa Naturalle
O presidente da Comissão do Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputado estadual José de Arimateia (PRB)
O presidente da Comissão do Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputado estadual José de Arimateia (PRB)
Por Visual News Noticias / Sérgio Ferreira
O presidente da Comissão do Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputado estadual José de Arimateia (PRB). Esteve, na Câmara de Vereadores manhã desta segunda-feira 27, em Simões Filho, acompanhado de deputados, da primeira-dama do município e deputada estadual, Kátia Oliveira, do ex-prefeito da cidade, Eduardo Alencar, além do presidente da Câmara, Orlando de Amadeu, vereadores e representantes do “Movimento Nossa Água, Nossa Gente” visitando o Aterro de Inertes, implantado no município pela empresa Naturalle Tratamento de Resíduos.
Um encontro entre o Prefeito de Simões Filho, Dinha Tolentino (MDB) e o ex-gestor e deputado Eduardo Alencar (PSD) deixou os ânimos exaltados, na manhã desta segunda-feira (27/05), na Câmara de Vereadores de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
O encontro aconteceu para iniciar as discussões sobre a
implantação do Aterro Sanitário da empresa Naturalle. Uma Comissão de Meio
Ambiente da Assembleia Legislativa da Bahia levou uma solicitação para que seja
realizada Audiências Públicas para
debater o assunto.
O clima ferveu na
casa legislativa simõesfilhense. O encontro foi marcado por bate-boca e troca
de acusações. A gestão do Ex. prefeito Eduardo Alencar deu a anuência para a
implantação do aterro no final de seu mandato, em dezembro de 2016.
Em entrevista realizada, o presidente da comissão de meio ambiente, fez uma ligeira avaliação sobre o assunto e falou com nossa equipe de reportagem sobre a implantação do aterro no local. “Nós estamos fazendo essa visita após solicitação do deputado estadual Eduardo Alencar, para ver as reclamações recebidas, que era um aterro sanitário, mas na verdade estamos vendo que não é isso, tudo será discutido na assembleia”, disse o parlamentar.
Sempre atento aos assuntos referentes as questões do Meio Ambiente, ele também falou sobre o próximo passo a seguir e quais as providências serão tomadas, “nós estamos pegando os documentos dos deputados “Eduardo e Kátia”, além dos moradores que estão presentes que estão preocupados com esta situação.
Dúvidas e análise:
“Se criou um clima dizendo que aqui era um aterro sanitário, mas nesse momento agora, não estamos vendo aterro sanitário, estamos vendo um material inerte e, estão dentro dos padrões técnicos, agora vamos esperar a conclusão final. Temos que ouvir os dois lados e na comissão será resolvido”, desabafou o deputado.
Ainda segundo Arimateia, ao ser questionado sobre sua avaliação,
ele disse que “nós estivemos na Câmara de Vereadores junto com o prefeito e demais
parlamentares e todos tiveram sua voz ouvidas, mas na verdade, nós estávamos
ali para ver a questão do aterro, mas sempre entra a questão política e nós
temos que saber diferenciar e separar, porque é um processo delicado e temos
que preservar a questão ambiental”, finalizou
Entenda a diferença entre resíduos inertes e não inertes e o que
esta funcionando em Simões Filho
Em 1987 a norma NBR 10.004 dividiu os resíduos sólidos
industriais em duas classes I (perigosos) e II (não inertes e inertes) para que
sejam gerenciados corretamente. Entulhos de demolição, pedras, areia e sucata
de ferro pertencem à classe de resíduos inertes, que têm a característica de
não se decomporem e de não sofrerem qualquer alteração em sua composição com o
passar do tempo.
Os resíduos inertes podem ser dispostos em aterros sanitários ou
reciclados. Outros itens como madeiras não contaminadas, isopor, borrachas,
latas de alumínio e vidros também pertencem à mesma classificação. Eles não
poluem porque não alteram o solo e nem a água. Quando em contato com ambos não
liberam substâncias que possam prejudicar o meio ambiente.
Construção Civil
Mesmo com uma quantidade enorme de entulhos da construção civil,
que pertencem à classe de resíduos inertes, o Brasil ainda possui poucos aterros
legalizados. Uma Pesquisa Nacional de Saneamento Básico feita
pelo IBGE, em 2002, mostrou que de um total de 8.381 distritos nacionais,
apenas 10% têm aterros de resíduos especiais.
As
Áreas de Transbordo e Triagem (ATT) recebem e separam os resíduos de obra que
geralmente chegam misturados nas caçambas. Em seguida, destinam corretamente
cada um dos resíduos para empresas recicladoras, aterros de resíduos da
construção civil ou para áreas de reciclagem deste tipo de material. A
Resolução CONAMA 307/2002 e a NBR 15113 tratam da gestão de resíduos da
construção civil e da execução de aterros para esse fim.
Classificação
de resíduos
Resíduos
classe I – Perigosos: apresentam
periculosidade. Exemplo: inflamabilidade e toxicidade.
Resíduos
classe II – Não perigosos,
divididos entre:
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