O senador da Bahia, Otto Alencar, conhecido da população de Simões Filho, resolveu levar para o senado, uma questão que está causando uma grande inquietação à população local nos últimos meses. È a implantação de um aterro sanitário em uma área de proteção ambiental do município.
De acordo com as palavras de Otto, o aterro sanitário que em sua concepção também é um “lixão” poderá agredir a natureza de forma imensurável, uma vez que, desmatará uma extensa área de preservação ambiental.
“Quero chamar a atenção para a Câmara de Vereadores de Simões Filho e para as autoridades em geral para a possibilidade de desmatamento de 500 hectares de Mata Atlântica preservada, na Região Metropolitana de Salvador, para a construção de um aterro, “lixão” que pode levar diariamente 3.000 toneladas de resíduos sólidos para uma área rica de aqüíferos e biodiversidade”, disse ele.
Otto ainda lembrou dos 20.000 habitantes que vivem no entorno da área atingida e que certamente sofrerão o impacto da implantação do aterro. Além da possibilidade de prejudicar um dos rios mais importantes da região.
“Quero também chamar a atenção da sociedade civil organizada, que pode atingir micro bacias importantes com reserva de água no aqüífero de São Sebastião, e do rio Itabuatã, fundamental para o rio Joanes, que abastece 40% da Região Metropolitana de Salvador, comunidades de Santa Rosa, Oiteiro, Convel, Jardim Renatão, Terra Mirim, Pontos Coração, Quilombo Dandá e Palmares e Quilombo Pitanga de Palmares”.
“Nós não queremos em hipótese nenhuma a destruição da Mata Atlântica, contaminação dos mananciais hídricos, extinção da biodiversidade, da flora e fauna original e o despejo de 3.000 toneladas diárias de lixo, com a precarização da qualidade de vida das famílias”, continuou ele.
Para o senador, o aterro poderá promover a “migração das comunidades quilombolas do entorno daquela região”, por causa da “propagação de vetores e doenças”. Sem falar da probabilidade de contaminação dos rios Ipitanga e Jacuípe que abastecem a capital baiana e localidades próximas.
Otto, que é irmão do ex-prefeito Eduardo Alencar e possui título de cidadão simõesfilhense, disse que irá intervir junto ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), com relação à licença ambiental para a implantação do aterro, que inclusive ainda não foi expedida.
O senador também citou algumas instituições da sociedade organizada que estão se mobilizando contra o aterro, como: Fazenda Natal, Terra Mirim e Associações Quilombolas; e disse que essas lideranças “podem contar com o seu apoio para impedir a implantação do aterro, que vai levar aquilo que restou da Mata Atlântica no local”, finalizou.
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