Caixa Econômica suspende concessão de financiamentos do 'Minha Casa, Minha Vida

Medida afeta Cubatão e Santos, ambas com empreendimentos com financiamentos na faixa 1,5 do projeto

Por Sérgio Ferreira 17/11/2018 - 07:51 hs

Por Visual News Noticias

  • Por falta de dinheiro, a Caixa Econômica Federal suspendeu a concessão de novos financiamentos na faixa 1,5 do Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal. Com a decisão, empreendimentos em Cubatão e Santos serão afetados. O banco retomará o crédito apenas no ano que vem.
      • Na linha atingida, que beneficia famílias com renda de no máximo R$ 2.600,00, a Caixa banca até R$ 47,5 mil do imóvel. É justamente o dinheiro para o subsídio que acabou. O financiamento tem prazo de pagamento de 30 anos e juros de 5

      • O banco não disse qual era o valor destinado à faixa 1,5, mas informou que o orçamento total do Minha Casa, Minha Vida para 2018 é de R$ 57,4 bilhões.
      • Até o momento, segundo a instituição, foram contratadas 4,7 milhões de unidades habitacionais pelo Brasil. De acordo com a Caixa, as outras linhas de crédito continuam contratando novas unidades e a faixa 1,5 será retomada no início de 2019, quando o programa receberá novo aporte de recursos.
  • Consequências
  • Em Santos, a suspensão atrasará os projetos de dois empreendimentos com 472 unidades habitacionais na Vila Mathias, cuja análise de financiamento está em andamento na Caixa. “Quando a linha for reaberta em 2019, será dada a continuidade”, informou a Companhia de Habitação da Baixada Santista.
  • Já em Cubatão, a decisão afeta a construção de 1.720 moradias em uma área entre o Jardim Casqueiro e a Ilha Caraguatá, bancadas pelo Poder Público, para atender os moradores que hoje pagam aluguel.
  • Os demais municípios informaram, por meio das assessorias de imprensa, que não têm financiamentos na linha da faixa 1,5.
  • O vice-presidente de habitação econômica do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Rodrigo Uchoa Luna, destaca que a linha atende principalmente financiamentos particulares e é muito procurada em razão da faixa de renda que atende.
  • “Por conta dessa alta demanda, os subsídios foram consumidos de uma forma muito mais rápida do que se imaginava”, analisa. “Claro que a consequência da suspensão não é boa, mas nós estamos a dois meses do fim do ano e acreditamos que ainda possa haver alguma suplementação do Governo para terminar 2018 atendendo parte da demanda”.
  • O Ministério das Cidades não se manifestou para A Tribuna até o fechamento desta edição.