A cirurgia inédita no Brasil teve início pontualmente às 7h deste
sábado (27) e envolve uma equipe multidisciplinar com 30 profissionais,
incluindo quatro norte-americanos, entre eles o cirurgião James
Goodrich, referência mundial no assunto e que acompanhou todas as etapas de separação das gêmeas.
O neurocirurgião Eduardo Jucá, médico que acompanha as siamesas desde o
nascimento e que também participa do procedimento neste sábado, já
havia explicado que, inicialmente, realizariam a separação final das
áreas de vascularização dos cérebros, etapa que já havia avançado 80% até a terceira cirurgia, em agosto.
Os ossos do crânio, meninges – membranas que protegem o sistema
nervoso– e tecidos ainda compartilhados pelas siamesas também serão
separados nesta última etapa, para depois serem reconstituídos
separadamente. Concluída a cirurgia, as crianças ainda ficarão por tempo
indeterminado no hospital.
Penúltima cirurgia das irmãs siamesas unidas pela cabeça ocorreu em agosto — Foto: HC-FMRP/Divulgação/Arquivo
Médico explica cirurgia aos pais das siamesas unidas pela cabeça em Ribeirão Preto — Foto: HC-FMRP/Divulgação/Arquivo
A oncologista pediatra Maristella Francisco dos Reis já afirmou que as gêmeas têm desenvolvimento normal,
como qualquer criança da idade delas, estão aprendendo a falar, brincam
juntas e até ensaiam os primeiros passos, que só serão possíveis mesmo
após a última cirurgia de separação, neste sábado.