PF investigar supostos crimes eleitorais
Ações da Polícia Federal no Paraná, Sergipe e São Paulo têm como objetivo aprofundar investigações sobre vídeos que circularam recentemente em redes sociais.
Ações da Polícia Federal no Paraná, Sergipe e São Paulo têm como objetivo aprofundar investigações sobre vídeos que circularam recentemente em redes sociais.
Por: visual news Notícias
De acordo com as investigações, os
envolvidos foram identificados a partir de monitoramentos de vídeos que
circularam em redes sociais na internet relacionados à votação do último
domingo (7). A operação desta quarta foi a primeira a partir do rastreamento de
redes sociais.
Em um dos vídeos investigados, um eleitor aperta os botões da urna eletrônica de votação com uma pistola.
Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão no Paraná. A PF também desencadeou ações em São Paulo e Sergipe.
A PF investiga supostos crimes de violação de sigilo do voto e porte ilegal de arma no Paraná. Em Sergipe e São Paulo as investigações envolvem suposta incitação de crime contra candidatos.
Arma de brinquedo
Durante a operação desta quarta, a PF
apreendeu no Paraná o celular de Maykon Santana Anibal e a arma que ele usou na
urna, que é de brinquedo. Na hora de votar, Maykon usou a ponta da arma para
pressionar os botões da urna.
Neste caso, a PF vai investigar quebra
do sigilo do voto. Gravar a escolha na urna é proibido pela lei eleitoral.
Em Sergipe e São Paulo, a PF intimou
duas pessoas que postaram mensagens ameaçadoras envolvendo os candidatos
Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL).
Os
suspeitos neste caso serão investigados por incitação ao crime, por causa das
postagens com mensagens ameaçadoras – que chegaram a ser apagadas, mas foram
recuperadas pela perícia.
Investigação
O monitoramento de vídeos nas redes
sociais é um dos focos do Centro de Comando e Controle da Polícia Federal no
processo eleitoral.
Para chegar aos autores das postagens a
PF usou uma técnica específica. A partir do vídeo postado por Maykon, os
policiais identificaram as características faciais dele e compararam com as
fotos em bancos de dados oficiais, usando técnicas precisas como avaliaçao de
cicatrizes, saliencia de ossos, rugas – que permitem a indentificação.
Segundo Guilherme Torres, delegado da
Diretoria de Inteligência da PF, seria possível identificar o enevolvido mesmo
se fosse um vídeo de alguém que não mostrasse o rosto.
"Até mesmo uma mão que tiver
segurando uma arma, por exemplo, a gente tem condição de comparar aquela mão da
postagem com a mão que apareceu na foto oficial", disse.
"Todas
as ações da internet, assim como no mundo real, elas tem consequências. E a PF
mantem esse monitoramento em redes sociais abertas e a gente utiliza
ferramentas que possibilitam identificar pessoas", conclui o delegado.
Redação: G1.com
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