Por Visual News Noticias
O Partido Social Liberal (PSL) do presidenciável Jair Bolsonaro poderia ter se tornado a legenda com mais deputados na Câmara dos Deputados neste domingo. Isto só não aconteceu graças a uma regra criada em 2015, durante a minirreforma eleitoral conduzida pelo ex-deputado Eduardo Cunha (MDB), hoje preso na carceragem da superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR) por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
O PSL terminou a disputa com a 2ª maior bancada: 52 deputados federais, atrás apenas do PT do também presidenciável Fernando Haddad (56 cadeiras).
Ter o controle da Câmara é fundamental para qualquer presidente brasileiro. Deputados são o primeiro filtro para aprovação de matérias que vão desde medidas provisórias até emendas à Constituição. São eles também que podem aceitar um pedido de impeachment contra o presidente.
Na minirreforma de 2015, deputados decidiram incluir um dispositivo que ficou conhecido na época como "anti-Tiririca". Pela regra, mesmo atingindo a quantidade necessária de votos, o partido só ganharia as vagas correspondentes se tivesse entre seus candidatos quem recebesse ao menos 10% do quociente eleitoral do Estado.
O apelido da regra é uma alusão ao parlamentar e comediante Francisco Everardo Oliveira Silva. Ao eleger-se deputado pelo PR de São Paulo em 2010, Tiririca carregou consigo para a Câmara uma série de deputados com poucos votos.
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