Bahia e tri do Nordestão
Gol de Edigar Junio, aos 12 minutos do primeiro tempo, deu o título ao Esquadrão
Gol de Edigar Junio, aos 12 minutos do primeiro tempo, deu o título ao Esquadrão
Pela forma como tudo começou, não poderia terminar diferente. Uma recepção inesquecível aos jogadores. O gol de Edigar Junio, que saiu aos 12 minutos, foi o suficiente. Com a dose de emoção que lhe é peculiar, o Bahia mostrou por que é o maior do Nordeste, como o mosaico dizia antes da partida. Foram 15 anos de espera, mas cada minuto, certamente, valeu a pena para o torcedor, que pôde finalmente soltar o grito de tricampeão do Nordeste após o triunfo de 1x0 sobre o Sport, na Arena Fonte Nova. A primeira boa chance do jogo foi do Bahia. Allione iniciou a jogada em lance individual, a bola chegou até Edigar Junio, que protegeu e cruzou para Régis cabecear para fora. Com três zagueiros, o Sport explorava as jogadas pelos lados do campo, principalmente com Mena, pelo lado esquerdo. O grito ensurdecedor das arquibancadas, no entanto, empurrou o tricolor até o primeiro gol. O colombiano Pablo Armero avançou pela esquerda e lançou para Edigar Junio, que dominou, girou em cima de Matheus Ferraz e com um lindo toque de cobertura no goleiro Magrão, fez a Fonte Nova balançar como há muito tempo não se via. Belo gol do camisa 11 tricolor. Melhor em campo, o Bahia não diminui o ritmo mesmo com a vantagem no placar. Em bom passe de Eduardo, Régis errou o domínio, mas a bola resvalou no zagueiro do Sport e sobrou limpa para o meia tricolor chutar forte e acertar a rede pelo lado de fora. Enquanto a arquibancada seguia fervendo com os cantos da torcida, dentro de campo o jogo deu uma esfriada. Muita marcação dos dois lados e lances até mais duros, que geraram cartões amarelos para Régis e Rogério. Em cobrança de falta do argentino Allione, quase o segundo gol saiu. Edigar Junio apareceu sozinho no segundo pau e testou com força, porém a bola explodiu na trave e saiu. Foi por muito pouco. Ao tentar um drible dentro da área, Rogério se jogou para simular um pênalti. O árbitro Francisco Carlos Nascimento aplicou a regra e deu o segundo cartão amarelo, que terminou na expulsão do jogador aos 32 minutos. O atacante saiu de campo sem reclamar. Mesmo com um jogador a mais, o Esquadrão desperdiçou alguns contra-ataques e não conseguiu criar mais boas chances até o final do primeiro tempo. O time saiu aplaudido de campo. Segundo tempo O Bahia voltou com tudo para o segundo tempo e chegou a marcar um gol com Edigar Junio, que aproveitou o chute cruzado de Armero e, mesmo sentado, cabeceou para o gol, só que o bandeirinha marcou impedimento do atacante. Absolutamente em cima, o time de Guto Ferreira teve duas boas oportunidades seguidas. Na primeira, Régis recebeu lançamento de Jean, esperou a bola quicar e chutou forte, obrigando Magrão a fazer boa defesa e espalmar para escanteio. Depois, Allione invadiu a área pelo lado direito e cruzou rasteiro para Edigar Junio finalizar de primeira e novamente Magrão defender, dessa vez com os pés. Enquanto isso, na arquibancada da Fonte, a torcida revezava os cânticos emanando o tradicional“Vamos ser tri, Esquadrão” e se declarando com o “Sabe, eu sou Baêa, com muito orgulho, com muito amor”. Só pararam de cantar para gritar o nome de Renê Junior, mais uma vez o dono do meio de campo, que saiu de para a entrada de Juninho. Após minutos de agonia com as equipes se revezando em chances perdidas (o Bahia muito mais), o apito final soou como o som mais bonito que poderia haver no momento.
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