Eleição indireta entra na pauta petista
Ex-Presidente fez reunião sobre o assunto.
Ex-Presidente fez reunião sobre o assunto.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma série de reuniões nesta segunda-feira, 22, na sede nacional do PT em São Paulo, para discutir cenários de uma eventual sucessão do presidente Michel Temer. Entre as hipóteses discutidas está a de eleições indiretas, contrariando a posição do PT, que defende eleições diretas. Participantes das conversas falam em uma solução “acima dos interesses partidários e eleitorais”, incluindo o PSDB.
Estiveram com Lula a presidente cassada Dima Rousseff, os governadores Rui Costa (PT-BA), Fernando Pimentel (PT-MG), Tião Vianna (PT-AC) e Wellington Dias (PT-PI), os senadores Humberto Costa (PT-PE) e Gleisi Hoffmann (PT-PR), além de dirigentes partidários.
“Temos que cogitar todas as hipóteses inclusive que não seja eleição direta. Por isso foram discutidas todas as alternativas, todas as saídas”, disse o governador da Bahia, Rui Costa.
Lula e o PT passaram a discutir de forma aberta a possibilidade de eleições indiretas um dia depois do fracasso das manifestações de rua marcadas pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo por “diretas já”.
O governador da Bahia disse que está, desde sexta-feira, 19, conversando com colegas para marcar uma reunião de governadores na qual seriam discutidas saídas suprapartidárias para a crise. Ele disse que já falou com os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB); Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), e da região Nordeste.
Segundo ele, Alckmin disse também estar preocupado e se comprometeu a dar alguns telefonemas. “Entre nós, governadores, não existe essa tensão, temos os mesmos interesses e nossas relações não estão desgastadas”, disse Costa.
Diante de informações de que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso busca interlocutores para alinhavar um canal de diálogo com Lula, o governador da Bahia disse que o tucano seria bem-vindo nas negociações. Ele enfatizou a importância de que a saída da crise seja construída pelos políticos e não pelo Judiciário.
“A saída será ela política. O Judiciário, por mais legítimo que seja, não apresentará uma saída para o Brasil. O Ministério Público também não. Quem acaba com uma guerra é a diplomacia e não os militares”, disse o governador.
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