Rodoviários voltam a entrar nas cinco estações de ônibus
Mobilização durou cerca de 3 horas
Mobilização durou cerca de 3 horas
Os ônibus de Salvador voltaram a entrar nas cinco estações de transbordo e integração com o metrô por volta das 8h desta quarta-feira (8). O serviço ficou interrompido desde às 5h quando as estações de transbordo são abertas.
A decisão dos rodoviários foi em protesto às empresas de ônibus que, segundo a categoria, não estão cumprindo o acordo coletivo em relação ao vale transporte dos trabalhadores.
Por conta do protesto, pontos de ônibus foram improvisados fora das estações de Mussurunga, Acesso Norte, Lapa, Pirajá e Rodoviária. A integração para o público em geral está funcionando, mas segundo os rodoviários eles não são beneficiados pela integração.
"Não temos interesse de manter o caos. É lamentável que as coisas aconteçam dessa forma. Quem alimenta o metrô são os rodoviários, mas não temos acesso ao metrô. Voltamos logo, foi apenas um ato simbólico", afirmou Pedro Celestino, diretor de Saúde e Segurança do Sindicato dos Rodoviários. Uma reunião está marcada para 9h na Secretaria de Mobilidade de Salvador (Semob) para tratar do assunto.
O produtor cultural Silvio Silva, 56 anos, disse que, embora tenha se atrasado quase meia hora para um compromisso, é a favor dos rodoviários. "Me atrasei, mas acho que a argumentação deles é válida. São pessoas que trabalham com a coletividade mas não têm o direito da integração com o metrô, é absurdo", disse Sílvio. Para ele, o ato de não entrar nas estações teve um impacto pequeno. "Foi pequeno, porque não deixaram de circular, apenas mostraram que o serviço fica melhor quando eles entram e como seria se não tivesse eles", completou.
A atendente Hellen Pourk, 32, também se atrasou para o trabalho. "Me atrasei, porque como acabou juntando os ônibus todos, acabou engarrafando, mas faz parte. Dos males, o menor. Importante é que estão rodando", ponderou.
Quem também precisou esperar alguns minutos a mais foi a estudante Luiza Santos, 26, que aguardava ônibus para a faculdade. "Ainda bem que minha primeira aula começa às 9h30, não tive problema. Mas quem trabalhou cedo é que deve ter sofrido esperando", pontuou. Para Luiza, a reivindicação da categoria é legítima. "Eu acho que eles devem ter, sim, acesso ao metrô, se há uma integração pra todos, tem que ter pra eles também".
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