Corpo de jovem que sumiu após carona combinada em app é achado

Ela levaria rapaz de SP para MG. Imagens mostram homem dirigindo o carro

Por Sérgio Ferreira 02/11/2017 - 22:02 hs

O corpo da vendedora Kelly Cristina Cadamuro, 22 anos, foi achado na tarde desta quinta-feira (2) em uma área rural perto de uma usina na região de Itapagipe, em Minas Gerais. Ela estava sem roupas, às margens de um córrego, com a cabeça dentro d'água. Uma calça encontrada a cerca de 3 km do corpo foi reconhecida por uma familiar como sendo de Kelly e o restante dos parentes chegou depois para reconhecer a vítima. A informação do Diário Da Região.

"Agora estamos mobilizados, junto à Polícia Militar do Estado de São Paulo, nas buscas pelo autor desse crime", explicou o major Ivanildo Gomes dos Santos, comandante da 4ª Companhia da PM. Foram os próprios PMs quem acharam o corpo depois de buscas na região.

Kelly estava desaparecida desde a noite de ontem. Ela iria de Guapiaçu, em São Paulo, para Itapagipe para visitar o namorado, o engenheiro civil Marcos Antônio da Silva. Ela fazia parte de um grupo de caronas no WhatsApp e combinou de levar um casal para dividir os gastos da viagem. Na hora da saída, a mulher desistiu e ela viajou só com o rapaz. O carro da jovem foi achado na manhã desta quinta sem as rodas, o rádio e o estepe entre Mirassol e Mirassolândia, em São Paulo. Não havia sinais de sangue dentro do veículo.

Imagens de segurança de um pedágio em Fronteira (MG) mostram quando Kelly passou com o seu carro no sentido Minas Gerais, por volta das 20h. Mais tarde, por volta das 21h, o carro passa no sentido de volta, rumo a São Paulo, somente com um homem dirigindo.

A polícia agora busca informações sobre este homem que pegou carona com Kelly.

Corpo vai passar por perícia (Foto:Samir Alouan/Portal Online)

Desaparecimento
O último contato de Kelly com a família foi quando ela parou para abastecer o veículo em um posto na BR-153. Parentes tentaram entrar em contato com ela novamente, sem sucesso. "Minha cunhada deu carona para uma pessoa do grupo. Era um rapaz que se identificou como João. Ela nos contou que iria pegar este rapaz que pediu carona, lá perto da Praça Cívica e seguiu viagem. O último contato foi quando ela estava perto de Nova Granada, às 19h. Ela estava em um posto abastecendo, depois nunca mais", diz o cunhado, Danilo Ribeiro, em entrevista ao Diário da Região.

Aline Cadamuro, irmã de Kelly, conta que ela sempre viajava para encontrar o namorado e resolveu dar uma carona."Ela sempre fazia isso, todo fim semana. Ou ela ia pra lá ou o namorado vinha. Eles tinham um grupo no WhatsApp de carona e a princípio ia um casal com ela, daí a moça desistiu e iria só o moço", explica. “A gente tem a comanda que ela abasteceu no posto, depois disso ela não falou mais e desapareceu. Até às 20h30 o celular dela recebia mensagem depois disso já não recebia mais”, acrescenta. No grupo de carona, ninguém tinha notícias sobre Kelly. “Ninguém sabe, no grupo são pessoas que trabalham ou estudam aqui em (na região de) Rio Preto e tem família lá. Ela ia dirigindo ou pegava carona também”, relata.

Apps de carona
Vários aplicativos e grupos reúnem pessoas interessadas em caronas compartilhadas. A intenção é ajudar alguém que vai para o mesmo lugar e também dividir os gastos com gasolina, pedágios etc. Grupos no Facebook e no WhatsApp reúnem interessados que costumam frequentar as mesmas cidades de maneira mais assídua. 

Veja as fotos do pedágio, com Kelly passando sentido MG e depois um homem dirigindo o carro no sentido SP: