Crivella anuncia que não destinará verbas para Parada Gay no Rio e irrita militância LGBT

Por Sérgio Ferreira 14/10/2017 - 10:58 hs

O prefeito Marcelo Crivella (PRB) despertou a fúria dos movimentos LGBT do Rio de Janeiro ao anunciar que a prefeitura não destinará verbas para a organização da Parada Gay na cidade por causa da crise econômica.

A decisão gerou acusações de que Crivella – que é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus – tem “preconceito contra cidadãos LGBTs”, de acordo com informações da Rádio Nacional.

O Executivo do Rio de Janeiro tem sido criticado pela decisão de não patrocinar as paradas do orgulho LGBT e com a falta de dinheiro a festa em Copacabana não tem data para ocorrer e a de Madureira que constava no calendário do mês da diversidade da própria prefeitura foi adiada de 29 de outubro para 25 de novembro”, diz o texto publicado no site da emissora.

Em entrevista coletiva, Crivella negou as acusações e explicou os motivos da decisão: “Não tem [preconceito] mesmo. Nós temos uma secretaria [da diversidade], que temos apoiado. Agora, todos sabem que estamos vivendo um problema de crise grande”, explicou.

“As pessoas também reclamam: ‘Crivella, nós temos que reabrir todas as atividades sociais dos idosos’; ‘Crivella, nós precisamos colocar mais recursos nos hospitais’; e coisas do tipo. Agora, de onde vêm esses recursos, se caiu tremendamente a arrecadação e herdamos uma dívida de R$ 4 bilhões?”, questionou o prefeito.

Polêmicas

Marcelo Crivella vem adotando uma postura que tem incomodado setores da sociedade. Recentemente, anunciou que não permitiria que a exposição “Queermuseu” entrasse em cartaz no Museu de Arte do Rio (MAR).

Uma negociação entre os produtores e a direção do espaço artístico vinha sendo feita para expor as pinturas com apologia à zoofilia, pedofilia e vilipêndio a símbolos religiosos.

No começo deste mês, Crivella sancionou um projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal estabelecendo o dia 14 de abril como o “Dia do Avivamento”, para lembrar o início do movimento pentecostal pelo mundo, marcado pelas reuniões de evangélicos na Rua Azusa, em Los Angeles, Califórnia (EUA), em 1906, lideradas pelo pastor William Seymour.