Simões Filho reafirma protagonismo histórico ao receber o Fogo Simbólico da Independência da Bahia

Município sediou o encontro das chamas do Recôncavo Oeste e do Recôncavo Norte antes da chegada do Fogo Simbólico ao Panteão de Pirajá, em Salvador

Por Sérgio Ferreira 02/07/2026 - 10:37 hs

Redação

A história da Independência da Bahia voltou a passar por Simões Filho. Na manhã desta quarta-feira (1º) a tradicional cerimônia de recepção do Fogo Simbólico, um dos mais importantes símbolos das comemorações do 2 de Julho, Data Magna do povo baiano.


Com o tema "Simões Filho, Luz da Independência", a solenidade reuniu autoridades civis e militares, representantes de instituições públicas, estudantes, forças de segurança, entidades cívicas e a população na Praça Noêmia Meirelles Ramos, em frente ao Pavilhão do Fogo Simbólico, consolidando o município como um dos principais pontos do roteiro cívico da Independência da Bahia.

Encontro das chamas fortalece tradição

Mais uma vez, Simões Filho foi palco do encontro dos Fogos Simbólicos do Recôncavo Oeste e do Recôncavo Norte, conduzidos pelas cidades de Candeias e Lauro de Freitas.

Após a cerimônia, a chama seguiu seu percurso rumo ao bairro de Pirajá, em Salvador, onde, tradicionalmente, ocorre o acendimento da pira do Panteão de Pirajá, marco que antecede as celebrações oficiais do 2 de Julho.

O encontro das tochas representa a união dos povos que participaram da luta pela Independência do Brasil na Bahia e simboliza a continuidade da memória daqueles que combateram pela liberdade do Estado em 1823.

Percurso de aproximadamente 120 quilômetros

O Fogo Simbólico percorreu aproximadamente 120 quilômetros, sendo conduzido por atletas desde a histórica cidade de Cachoeira, passando por Saubara, Santo Amaro, São Francisco do Conde, Candeias e Simões Filho, até seguir para Salvador.

O percurso revive o caminho histórico das tropas e das comunidades que participaram do movimento de resistência contra o domínio português, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações.

Cerimônia marcada pelo civismo


A solenidade foi conduzida pelo prefeito Devaldo Soares de Souza (Del), acompanhado da primeira-dama Marileide França, da vice-prefeita Simone Costa, vereadores, secretários municipais, representantes das Forças Armadas, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Guarda Civil Municipal, instituições civis e lideranças comunitárias.

Também prestigiaram o evento o prefeito de Candeias, Eriton Ramos, e o vice-prefeito de Lauro de Freitas, Mateus Reis, reforçando o caráter regional da cerimônia.


A programação foi marcada por diversos momentos de forte simbolismo:

  • Hasteamento das bandeiras do Brasil, da Bahia e de Simões Filho;
  • Execução dos Hinos Nacional Brasileiro e da Bahia;
  • Encontro das tochas do Recôncavo Oeste e Norte;
  • Pronunciamentos das autoridades;
  • Apresentações de fanfarras e grupos culturais;
  • Homenagens aos heróis da Independência da Bahia.

O ato reuniu centenas de pessoas e reforçou valores como patriotismo, cidadania, respeito à história e valorização das tradições cívicas.

"A história passou por aqui"

Durante seu pronunciamento, o prefeito Del destacou o orgulho de Simões Filho integrar um dos capítulos mais importantes da história baiana.

"A HISTÓRIA PASSOU POR AQUI! Hoje foi dia de celebrar a coragem do povo baiano, honrar a nossa história e manter viva uma tradição que atravessa gerações. É motivo de orgulho para Simões Filho ser o último município a receber o Fogo Simbólico antes da sua chegada a Salvador, reafirmando o nosso lugar em um dos capítulos mais importantes da Independência da Bahia. Viva o 2 de Julho!"

A declaração sintetizou o sentimento de pertencimento da população e o compromisso da gestão municipal com a preservação da memória histórica.

Chegada ao Panteão de Pirajá


Após deixar Simões Filho, o Fogo Simbólico chegou ao Panteão de Pirajá, em Salvador, onde foi acesa a pira que marca oficialmente o início das celebrações da Independência da Bahia na capital.

A cerimônia contou com o hasteamento das bandeiras de Salvador, da Bahia e do Brasil, execução do Hino Nacional pela Banda de Música da Polícia Militar da Bahia e deposição de flores em homenagem ao General Pierre Labatut, um dos comandantes das tropas brasileiras durante a campanha da Independência.

A bandeira da Bahia foi hasteada pela vice-prefeita de Simões Filho, Simone Costa, simbolizando a participação do município nas celebrações estaduais.

Após o ato cívico, moradores e visitantes acompanharam apresentações culturais promovidas na recém-requalificada Praça General Labatut, fortalecendo a integração entre história, cultura e identidade popular.

Independência construída pelos baianos

Diferentemente do processo ocorrido em outras regiões do país, a Independência do Brasil somente foi consolidada na Bahia em 2 de julho de 1823, quando as tropas portuguesas deixaram definitivamente Salvador após intensos confrontos travados em diversas cidades do Recôncavo Baiano.

Por esse motivo, o 2 de Julho é considerado uma das datas mais importantes da história baiana, representando a verdadeira consolidação da Independência nacional.

O Fogo Simbólico, conduzido todos os anos pelos municípios históricos, tornou-se um dos maiores símbolos dessa conquista, mantendo viva a memória dos homens e mulheres que lutaram pela liberdade.

Simões Filho fortalece sua posição nas celebrações estaduais

Ao sediar novamente o encontro dos Fogos Simbólicos, Simões Filho reafirma sua importância dentro do calendário oficial das comemorações da Independência da Bahia.


Mais do que um ponto de passagem, o município consolida-se como espaço de preservação da memória histórica, incentivo ao civismo e valorização das tradições que unem gerações em torno da identidade baiana.

A realização do evento demonstra o compromisso da administração municipal com a educação histórica, o fortalecimento da cidadania e a preservação dos símbolos que representam a liberdade conquistada pelo povo baiano há 203 anos.

Enquanto a chama segue iluminando o caminho até Salvador, permanece aceso também o sentimento de orgulho daqueles que compreendem que a Independência da Bahia continua sendo um patrimônio vivo da história do Brasil

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