Redação
Mais de 500 capelães participaram, nesta sexta-feira (19), no Auditório Jornalista Jorge Calmon, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), de uma audiência pública solene que reforçou a luta pela institucionalização da capelania no Estado. O encontro, considerado histórico para o segmento, foi marcado por uma ampla mobilização da Ordem dos Capelães do Brasil, que apresentou aos setores do Executivo baiano o Projeto de Lei nº 22.930/2018, de autoria do deputado José de Arimateia (Republicanos). O projeto busca formalizar a profissão de capelão no Estado e garantir que o Governo da Bahia edite um decreto reconhecendo e regulamentando oficialmente o ofício.
O evento também evidenciou a relevância da capelania como um serviço essencial de apoio espiritual, social e humanitário, presente em presídios, delegacias, hospitais, unidades socioeducativas, quartéis, escolas e comunidades. A atuação vai além da assistência religiosa: contribui para a reintegração social, a redução de conflitos, a mediação de crises e o acolhimento de pessoas em situações de vulnerabilidade.
Representando a Secretaria Estadual de Relações Institucionais (Serin), a servidora Mateuza Silva ressaltou que o momento simboliza um avanço no diálogo entre o governo e a sociedade civil.
“Trata-se de um ofício centenário, que já é regulamentado em outros estados, como o Maranhão, que possui projeto de lei aprovado e sancionado pelo nosso atual ministro do STF, Flávio Dino, quando era governador. A regulamentação permitirá qualificar e ampliar a atuação dos capelães em todo o território baiano”, destacou.
A Ordem dos Capelães do Brasil, presente em mais de 120 países, conta atualmente com cerca de 32 mil capelães apenas na Bahia e aproximadamente 260 mil no Brasil. Para o comandante da seccional baiana, Jadson Paim, a audiência representa um marco de reconhecimento:
“A capelania é uma missão que vai onde o poder público muitas vezes não consegue chegar. É acolher, ouvir, orientar e dar suporte emocional e espiritual para quem mais precisa. Nossa presença em comunidades, hospitais, presídios e delegacias tem transformado vidas.”
A mesa da audiência foi composta por autoridades de diversos setores: Gilson Pereira dos Santos, representando a Polícia Civil; Waldemar Santos Filho, da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab); tenente-coronel Geraldo Ramos Ribeiro; Rodrigo Simões, diretor biopsicossocial da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização; Mateuza Silva, da Serin; e o comandante Jadson Paim.
A mobilização dos capelães demonstra o fortalecimento de uma rede que envolve governo, sociedade civil e instituições de fé, criando um elo de cooperação em prol da cidadania e da dignidade humana. A expectativa é que, com a aprovação e regulamentação do PL 22.930/2018, a Bahia se torne referência nacional na valorização e organização da atividade de capelaania.
Visual News Noticias / Capitão Capelão : Sérgio Ferreira
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