Por: Sérgio Ferreira
O Ministério da Fazenda estima que a soma das alíquotas dos principais tributos criados pela Reforma Tributária seja de até 27,5%, considerando as exceções previstas no texto aprovado pela Câmara em julho e pelo Senado em novembro deste ano. Os tratamentos favorecidos elevam a alíquota em cerca de cinco pontos percentuais.
O número considera a soma do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) , para estados e municípios, com a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributo federal. A Fazenda também separou os dois tributos. A alíquota mais elevada representa a soma de uma CBS próxima de 9% e um IBS em torno de 18%.
Segundo a Fazenda, as estimativas apresentadas não correspondem a uma previsão exata sobre quais serão as alíquotas-padrão do IBS e da CBS, pois essas dependem de uma série de fatores que serão definidos apenas quando ocorrer a regulamentação da PEC 45 por meio de legislação infraconstitucional.
Uma das dúvidas é a lista de produtos da cesta básica que serão desonerados e daqueles que terão apenas o percentual de cobrança reduzido. Por isso, as alíquotas só serão efetivamente conhecidas ao longo da transição para o novo sistema, e serão fixadas de modo a manter a carga tributária atual
Para chegar aos números, foram considerados dois cenários de arrecadação, um “factível”, com uma perda de 10% referente a sonegação, elisão fiscal (interpretações divergentes sobre a legislação), inadimplência e judicialização, e outro “conservador”, com 15% de perda.
Para cada um foram feitas oito simulações com base nas hipóteses de uma lista de exceções e setores beneficiados. As alíquotas mais baixas consideram a manutenção do Simples Nacional e do tratamento favorecido à Zona Franca de Manaus, além dos regimes específicos de tributação de caráter técnico, como para combustíveis e lubrificantes, serviços financeiros, imóveis e planos de saúde, entre outros.
A Fazenda diz que as alíquotas-padrão de até 25,45% e 27% nesses dois cenários são elevadas para padrões internacionais, mas apenas revelam o fato de que o Brasil é um dos países em que a tributação do consumo de bens e serviços, como proporção do PIB, está entre as mais elevadas do mundo.
A reforma aprovada na Câmara em julho, e que tramita agora no Senado, extingue cinco tributos sobre o consumo (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) e cria pelo menos três novos: a CBS (contribuição federal sobre bens e serviços), o IBS (imposto estadual sobre bens e serviços) e o Imposto Seletivo.
site do FGV Ibre
Cadastre seu email e receba nossos informativos e promoções de nossos parceiros.
Confira as vagas de emprego disponibilizadas pelo SIMM nesta sexta
Confira as vagas de emprego disponibilizadas pelo SineBahia nesta sexta (26)
Vagas para Auxiliar de Serviços Gerais e Assistente Administrativo
ENEM 2025: Simões Filho fica fora do Top 20 da Bahia, mas investimentos da gestão Del So...