Inflação é de 0,24% em julho e já está abaixo do piso da meta
O acumulado da inflação em 12 meses ficou em 2,71%, a mais baixa desde fevereiro de 1999 (2,24%)
O acumulado da inflação em 12 meses ficou em 2,71%, a mais baixa desde fevereiro de 1999 (2,24%)
São Paulo – A inflação no Brasil, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), foi de 0,24% em julho.
A taxa subiu em relação a junho, quando ficou em -0,23%, a primeira deflação em 11 anos no país. Mas é menos da metade dos 0,52% de julho de 2016.
Os dados foram informados na manhã desta quarta-feira (09) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O acumulado da inflação em 12 meses ficou em 2,71%, a mais baixa desde fevereiro de 1999 (2,24%) e abaixo do piso da meta.
A lei define que o governo deve perseguir uma inflação anual de 4,5% com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima (6%) ou para baixo (3%).
Grupos
Dos 9 grupos monitorados pelo IBGE, 5 tiveram queda de preço em julho. Alimentação e Bebidas, que responde por um quarto do peso da cesta pesquisada, caiu pelo terceiro mês consecutivo.
Os alimentos para consumo em casa caíram 0,81% enquanto a alimentação fora subiu 0,15%.
A maioria dos alimentos caiu, entre eles a batata-inglesa (-22,73%), as frutas (-2,35%) e as carnes (-1,06%), mas também houve altas importantes como tomate (16,90%) e cebola (11,70%).
O grupo Habitação teve a maior virada: de -0,77% em junho para 1,64% em julho. Isso foi resultado de altas na energia elétrica, item que adicionou sozinho 0,20 ponto percentual na taxa do mês.
A bandeira tarifária amarela foi ativada a partir de 01 de julho, o que adiciona R$ 2,00 a cada 100 Kwh consumidos. Além disso houve aumento na parcela do PIS/COFINS na maioria das regiões.
O aumento na alíquota do PIS/COFINS sobre combustíveis foi anunciado no dia 20 de julho e a maior parte do seu impacto deve ficar para agosto.
Mas ele já ajudou a causar altas de 0,73% no litro do etanol e de 1,06% no litro da gasolina após vários reajustes para cima e para baixo na refinaria ao longo do mês.
Isso ajudou a levar o grupo Transportes de uma queda de -0,52% em junho para uma alta de 0,34% em julho.
| Grupo | Variação junho, em % | Variação julho, em % |
|---|---|---|
| Índice Geral | -0,23 | 0,24 |
| Alimentação e Bebidas | -0,50 | -0,47 |
| Habitação | -0,77 | 1,64 |
| Artigos de Residência | -0,07 | -0,23 |
| Vestuário | 0,21 | -0,42 |
| Transportes | -0,52 | 0,34 |
| Saúde e cuidados pessoais | 0,46 | 0,37 |
| Despesas pessoais | 0,33 | 0,36 |
| Educação | 0,08 | -0,02 |
| Comunicação | 0,09 | -0,02 |
| Grupo | Impacto junho, em p.p. | Impacto julho, em p.p. |
|---|---|---|
| Índice Geral | -0,23 | 0,24 |
| Alimentação e Bebidas | -0,12 | -0,12 |
| Habitação | -0,12 | 0,25 |
| Artigos de Residência | 0,00 | -0,01 |
| Vestuário | 0,01 | -0,02 |
| Transportes | -0,09 | 0,06 |
| Saúde e cuidados pessoais | 0,05 | 0,04 |
| Despesas pessoais | 0,04 | 0,04 |
| Educação | 0,00 | 0,00 |
| Comunicação | 0,00 | 0,00 |
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