Por: Sérgio Ferreira
Uma semana após as eleições, o domingo (6/11) foi movimentado no Quartel General do Exército Brasileiro (QG), no Setor Militar Urbano (SMU). Lá estão concentrados manifestantes que apoiam o presidente da República Jair Bolsonaro (PL) e que não aceitam o resultado da Eleição 2022, que deu a vitória ao candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva.
Desde a última terça-feira (1/11) o QG é o ponto de encontro dos bolsonaristas. Na Praça dos Cristais, carros de som entoam o Hino Nacional a todo o momento. O local está com uma grande estrutura para receber os manifestantes. Banheiros químicos, barracas com venda de comidas e distribuição de água e frutas gratuitamente. No local também há muitas barracas onde pessoas fora de Brasília estão acampadas.
“Não viemos aqui para fazer festa. Nós viemos para a trincheira”, falava um dos líderes no microfone, pedindo aos manifestantes para não ingerirem bebidas alcoólicas nem soltar foguetes. O público respondia ao som de “SOS Forças Armadas” e “Ninguém na barraca”, e se agrupava em frente ao QG.
Os líderes também pediam doação de dinheiro e divulgavam uma chave PIX. O recurso seria para bancar o carro de som. O montante arrecadado será divulgado no Instagram do movimento, “Resistência Brasília”.
A página já conta com quase 3.500 seguidores. No perfil, há um link que remete à petição pública “SOS as Forças Armadas pela resistência civil do povo brasileiro”. Assinada por mais de 12 mil pessoas, petição tem o objetivo dar apoio e eficácia ao pedido de Anulação do 2º Turno das Eleições Presidenciais de 2022, “bem como pedir que seja de suma urgência adiada a diplomação do suposto Eleito até que sejam apuradas todas as irregularidades junto ao TSE, ocorrências policiais e provas apresentadas a todas as autoridades competentes como (Tribunal Superior Eleitoral, Policia Federal, Policia Civil, Policia Militar, Ministério da Defesa, Forças Armadas do Brasil, Peritos Criminalista e Cibernéticos, Peritos vinculados ao Governo e Demais órgãos regulamentados)”.
De acordo com o documento, “o que se pretende é que haja investigação para comprovação ou não das mencionadas denúncias de gravíssimos crimes eleitorais e contra a segurança nacional, diante de incontáveis ocorrências apresentadas às autoridades policiais, de mal funcionamento e irregularidades constatadas nas urnas eletrônicas, com cômputo de votos em seções eleitorais maior do que o número de eleitores, com zero voto”.
Os manifestantes seguravam cartazes com os dizeres “SOS Forças Armadas, salve a nossa nação”, “Salve o povo do comunismo no Brasil”, e “Acorda Brasil”. Cartazes em inglês também eram levantados “100% audited electronic young machine” e “SOS Armed Forces against communism in Brazil”. O movimento não tem previsão para deixar o QG.
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