Por: Sérgio Ferreira
Kiev anunciou que nenhum corredor humanitário para retirada de civis
será usado hoje (28) para evitar "eventuais provocações" russas, antes
de uma nova sessão presencial de negociações entre as delegações russa e
ucraniana na Turquia.

"Os nossos serviços de informações avisaram sobre possÃveis
provocações nas rotas dos corredores humanitários, portanto, por razões
de segurança para os civis, nenhum corredor humanitário estará aberto
hoje", disse a vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk, em
mensagem no Telegram.
Os corredores humanitários são geralmente organizados a cada dia, a
partir das cidades mais afetadas pelos combates, para permitir a
retirada de civis.
A Ucrânia tem denunciado repetidamente ataques russos a esses
corredores, especialmente ao redor da cidade cercada e devastada de
Mariupol, no Sul do paÃs.
Dois corredores para retirada de cidadãos da região de Dombass foram
criados nesse domingo, segundo a agência de notÃcias ucraniana Unian, já
tendo sido transferidas para território seguro cerca de mil pessoas.
Inicialmente, estava prevista continuidade do trabalho hoje na rota
de evacuação de Mariupol e a abertura de um corredor na região de Sumy.
"Continuamos a trabalhar em acordos para abrir outras rotas de
corredores humanitários", garantiu Vereshchuk em mensagem de vÃdeo
divulgada ontem.
A Rússia lançou, em 24 de fevereiro, ofensiva militar na Ucrânia que
matou pelo menos 1.119 civis, incluindo 139 crianças, e feriu 1.790,
entre os quais 200 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que
alerta para a probabilidade de o número real de vÃtimas civis ser muito
maior.
A guerra provocou a fuga de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de
3,8 milhões de refugiados em paÃses vizinhos e quase 6,5 milhões de
deslocados internos.
A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.
A invasão russa foi condenada pela comunidade internacional, que
respondeu com o envio de armamento à Ucrânia e o reforço de sanções
econômicas e polÃticas a Moscou.
AgênciaBrasil