Por: Sérgio Ferreira
Desde que a enfermeira Mônica Aparecida Calazans recebeu a primeira vacina contra a Covid-19 aplicada no Brasil, em 17 de janeiro, mais de 100 milhões de doses já foram aplicadas em brasileiros — 101.120.461, em números exatos. A marca foi atingida nesta quinta-feira, segundo o boletim do consórcio dos veículos de imprensa.
De acordo com informações disponibilizadas pelas secretarias estaduais, a primeira dose do imunizante já foi aplicada em 74.539.876 pessoas, o equivalente a 35,2% da população, e 26.580.585 receberam a segunda dose ou dose única, o que representa uma cobertura vacinal completa de 12,55%.
O boletim também indicou 63.035 novos casos e 1.943 novas mortes por Covid-19 nesta sexta-feira. Agora, segundo o levantamento, o país conta com 18.622.199 infecções e 520.189 óbitos provocados pela pandemia.
Um estudo realizado em junho pela UFPel e pela Universidade Harvard indicou que a imunização evitou a morte de 43.082 pessoas por Covid-19 em 2021. Para chegar ao número, os pesquisadores consideraram a queda proporcional da mortalidade pela pandemia em idosos com mais de 70 anos durante a campanha de vacinação.
— Estamos comprovando dia a dia que a vacinação é a única forma de atingir a imunidade coletiva da população contra a Covid-19. Contrariamos a teoria esdrúxula do governo, que pensava em atingir o mesmo objetivo conforme as pessoas eram infectadas — assinala Hallal.
Para Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim), já era esperado atingir a marca de 100 milhões de pessoas imunizadas no inicio de julho. O avanço da campanha de imunização no primeiro semestre, segundo ele, foi lento, e não atendeu a demanda que surgiu a partir da segunda onda da pandemia, entre os meses de março e abril.
— Ultrapassamos a pior fase da pandemia sem vacinas. Não antecipamos a compra de imunizantes, não programamos a campanha. Quando o Ministério da Saúde finalmente se movimentou, conseguiu a maioria das doses apenas para o segundo semestre — lamenta. — Não podemos continuar acumulando mortes.
Kfouri acredita que o país terá à disposição ao menos a primeira dose de vacina contra a Covid-19 para todos os brasileiros acima de 18 anos até o final do ano.
— A imunização em massa mudará o perfil da doença: teremos muito menos hospitalizações e mortes — estima. — No entanto, ainda não sabemos a duração das vacinas, como ela pode ser afetada pelas variantes, que ajustes precisarão ser feitos, que público deverá tomar doses de reforço. Estamos diante de muitas incertezas.
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