Mulher Maravilha mostra que o Universo DC também pode render bons filmes

Mulher Maravilha mostra que o Universo DC também pode render bons filmes

Com ótima protagonista (Gal Gadot) e boas cenas de ação, Mulher-Maravilha é o melhor filme da nova fase da DC

Por Visual News Notícias 02/06/2017 - 10:46 hs

Depois da qualidade duvidosa de Batman Vs. Superman (2016) e Esquadrão Suicida (2016), Mulher-Maravilha mostra que o Universo DC também pode ser cheio de boas histórias épicas. Com bons personagens e uma heroína forte interpretada pela carismática Gal Gadot, Mulher-Maravilha é um filme de ação vibrante e que deixa o espectador com vontade de acompanhar os acontecimentos que virão a seguir em Liga da Justiça.

No longa dirigido pela americana Patty Jenkins (Monster - Desejo Assassino/2003), a princesa Diana deixa a ilha das Amazonas, onde vivia com outras guerreiras, para salvar o mundo da destruição causada pela guerra.

Determinada a encontrar e matar Ares, o Deus da Guerra, Diana se transforma em Mulher-Maravilha e embarca na missão acompanhada pelo espião Steve Trevor (Chris Pine). 

Um dos pontos principais para o sucesso ou fracasso de um filme de herói (e não só desse gênero pop) é a personalidade do protagonista.

E com Mulher-Maravilha as expectativas eram ainda mais altas nesse quesito. Sendo uma das poucas personagens femininas conhecidas pelo grande público num segmento historicamente dominado por homens, era fundamental que ela tivesse muito peso. E funcionou.

Além da heroína feminina que não precisa de características masculinas para mostrar-se forte e líder, a atriz Gal Gadot é uma mulher hipnotizante (um detalhe que Jenkins explorou) e competente na interpretação de uma personagem inocente, mas forte e destemida. 

Talvez seja a história em si, talvez seja o fato do longa-metragem ter sido dirigido por uma mulher, talvez seja a carência atual de sentimentos como amor e compaixão, mas Mulher-Maravilha traz às super-heroínas aquilo que Mulher-Gato/2004 e Elektra/2005 (dirigidos por homens) não conseguiram: algum gosto especial, emoção e profundidade. 

Cate Blanchett já havia alertado, há três anos, que os filmes com mulheres como protagonistas também fazem dinheiro e Patty Jenkins, 45 anos, sabe disso. Tendo realizado Monster - Desejo Assassino (que deu o Oscar a Charlize Theron), Jenkins só estava à espera da sua oportunidade. E ela é só a segunda mulher na história a receber a responsabilidade de realizar um filme com um orçamento acima dos US$ 100 milhões. Boa sorte ao empoderamento feminino em Hollywood, pois.