Mulher morre após ingerir veneno em Simões Filho

Mulher morre após ingerir veneno em Simões Filho

Mulher morre após tomar veneno na frente da filha de 10 anos

Por Sérgio Ferreira 11/06/2018 - 07:47 hs

Uma mulher morreu após ingerir veneno de rato na frente da filha em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).  O caso aconteceu na manhã deste domingo (10/6), dentro de um condomínio residencial do programa Minha Casa Minha Vida, no bairro Vida Nova.

A vítima, Lilian dos Santos, teria ingerido certa quantidade de veneno para rato [chumbinho] dentro do apartamento onde morava. A cena foi presenciada pela própria filha de apenas 10 anos de idade.

De acordo com informações de testemunhas, após ingerir o chumbinho, Lilian teria escondido a chave da porta da casa para que a filha não chamasse os vizinhos. Os familiares informaram que o mulher, que sofria de transtornos mentais, já havia tentado se matar outras vezes.

Não há informações sobre o que levou Lilian a ingerir veneno. O sepultado deve acontecer  na manhã desta segunda-feira (11/6).

Chumbinho

Apesar de ser proibido, o chumbinho continua sendo vendido na Região Metropolitana de Salvador (RMS) e, consequentemente, muitos envenenamentos continuam a ocorrer. O produto, usado para matar ratos, é facilmente encontrado não só em Simões Filho, como em outras cidades da RMS.

Conforme os especialistas, o chumbinho não tem gosto ou cheiro, o que aumenta o risco de ingestão acidental, principalmente por animais e crianças. Segundo os médicos, a substância provoca a inibição de uma enzima no organismo. A falta destas enzimas provoca falta de ar, diarréia, cólicas, perda de urina, excesso de suor, alteração do nível de consciência que, se não tratados a tempo, podem ocasionar o óbito.

Quem vende este tipo de veneno comete um crime contra a saúde pública, com pena que vai desde multa até três anos de prisão. A loja também pode ser fechada. Como o produto é vendido de forma clandestina, a vigilância sanitária, que fiscaliza este setor, depende de denúncias da população para poder agir.